7. Siglas, acrônimos e algumas expressões do dia a dia

A Tecnologia da Informação adora siglas e o mundo dos mainframes não poderia ser diferente. Nesta seção reunimos algumas siglas, acrônimos e expressões são mencionadas frequentemente no dia a dia de quem trabalha com mainframes.

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3270: Tipo de terminal utilizado para acessar o ambiente mainframe. Você dificilmente encontrará hoje em dia algum utilizando os tradicionais modelos 3278 ou 3279, mas certamente trabalhará com algum programa emulador de terminal 3270 rodando em Windows, Unix ou Mac.

3GL: Third Generation Language. As linguagens de terceira geração são caracterizadas por uma maior independência em relação ao equipamento e ao sistema operacional, quando comparadas com linguagens da geração anterior, como o ASSEMBLER. No ambiente mainframe, COBOL e PL/I são dois exemplos de linguagens de terceira geração. A classificação de linguagens em gerações está relacionada à facilidade de uso por parte do programador, e não ao seu desempenho.

4GL: Forth Generation Language. As linguagens de quarta geração são caracterizadas por oferecer um nível maior de abstração, permitindo que o programador se preocupe menos com detalhes de codificação que são importantes em linguagens das gerações anteriores. NATURAL e CSP (ver definição) são exemplos de linguagens de quarta geração na plataforma mainframe. A classificação de linguagens em gerações está relacionada à facilidade uso por parte do programador, e não ao seu desempenho.

A

ABEND: Abnormal end. Evento que ocorre sempre que o sistema operacional termina uma tarefa ou job de forma anormal. Esse término anormal pode ocorrer quando hardware, produtos de software ou o próprio sistema aplicativo detecta alguma tentativa de operação ilegal ou inválida.

ACF2: Access Control Facililty 2. Produto da Computer Associates, comercialmente conhecido como CA-ACF2, concorrente do RACF (ver definição). O ACF2 é um subsistema que roda em diversos sistemas operacionais do mainframe e é responsável pela implementação de segurança, efetuando o controle de acesso dos usuários aos recursos do sistema e a outros recursos.

ADABAS: Adaptable Data Base System. SGBD (ver definição) desenvolvido pela empresa alemã Software AG, frequentemente associado à linguagem de programação NATURAL.

Address Space: Recurso semelhante ao “processo”, em ambientes Windows ou Unix. Um address space (ou espaço de endereçamento) é o “lugar” onde os programas rodam, acreditando que dispõem de toda a memória física do equipamento, e mais um pouco. Um mainframe normalmente possui milhares de address spaces sendo processados ao mesmo tempo.

ANSI: American National Standard Institute. Organização privada sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento de padrões para produtos, serviços, processos e sistemas nos Estados Unidos.

 APAR: Authorized Program Analysis Report. Um problema de software reconhecido detectado e reconhecido pela IBM. É corrigido por uma PTF. Normalmente se diz que a APAR “xyz” é corrigida pela PTF “abc”.

APF: Authorized Program Facility. Subsistema de segurança do sistema operacional z/OS que controla programas que precisam modificar funcionalidades do sistema operacional. Funciona como “porteiro” de todas as tentativas realizadas por qualquer processo (inclusive do próprio sistema operacional) de alteração de funções básicas do sistema.

ASSO: Associators.  Conjunto de data sets mantidos pelo ADABAS (ver definição) onde estão as definições de um banco de dados: campos que compõem cada arquivo, seus relacionamentos, as listas invertidas para localização de registros e as autorizações/restrições de acesso

AWS: Active Work Space. Área de trabalho exclusiva criada pelo ROSCOE (ver definição) que pode ser usada pelo usuário para edição de programas e/ou arquivos

B

BC: Business Class. Uma das categorias do mainframe z/10, lançado pela IBM em 2008, que busca atender empresas com necessidades computacionais de pequeno a médio porte. É considerado um modelo de entrada, com grande capacidade de crescimento para absorver a evolução dos processos do cliente.

Binder: Programa responsável pela “linkedição” de programas. A linkedição é o processo que transforma programas objeto em módulos de carga. O módulo de carga pode ser comparado aos arquivos .EXE gerados na plataforma Windows.

C

CA: Control Area. Conjunto de CIs (ver definição) que compõem um arquivo VSAM (ver definição). A quantidade de CAs de um arquivo VSAM é estabelecida no momento da criação do arquivo. Quando não cabem mais CIs numa CA e não há mais CAs livres, o VSAM expande o arquivo alocando a quantidade cilindros, trilhas ou blocos que foram atribuídos ao parâmetro secondary extent, no momento da criação do arquivo.

Canal: Recurso de hardware que permite a conexão entre o mainframe e as unidades controladoras, que por sua vez são responsável por conectar o canal a dispositivos de entrada e saída, tais como unidades de disco, fita, impressoras, linhas de comunicação etc.

CF: Coupling Facility. Uma LPAR (ver definição) especial que executa um sistema operacional específico para permitir que vários mainframes ligados em rede colaborem entre si (ver Sysplex).

CI: Control Interval. Unidades de armazenamento de um arquivo VSAM (ver definição). Um arquivo VSAM é formado por vários CIs. Todos os CIs são criados com um mesmo tamanho, que varia de 4 KB (default) a 32 KB. Cada CI guarda não só os registros de dados de um arquivo, mas também informações de controle que vão permitir ao VSAM localizar esses registros e aproveitar os espaços livres.

CICS: Customer Information Control System. Monitor de transações da IBM, utilizado predominantemente em plataforma mainframe nos sistemas operacionais z/OS e z/VSE. O CICS disponibiliza serviços que permitem que uma mesma aplicação, usando a mesma base de dados, possa ser executada ao mesmo tempo por milhares de usuários.

CIDF: Control Interval Definition Field. Campo existente na área de controle de cada CI (ver definição) de um arquivo VSAM (ver definição). Basicamente, sua função é informar ao VSAM a localização e o tamanho do espaço livre dentro do CI.

CISC: Complex Instruction Set Computer. Uma arquitetura de processadores que trabalham com um conjunto grande e complexo de instruções. Essa arquitetura foi desenvolvida em uma época em que os custos de memória e processadores exigiam que os programas fizessem muito, com menos instruções.

CLOG: Command Log. Conjunto de data sets mantidos pelo ADABAS (ver definição), onde são registradas as atividades do usuário sobre um banco de dados.

CMS: Conversational Monitor System. Sistema que o usuário utiliza para interagir com as máquinas virtuais criadas pelo sistema operacional VM.

COBOL: Common Business-Oriented Language. Linguagem de programação que começou a ser desenvolvida em 1959 por um comitê formado por cientistas da computação, empresas e agências do governo americano. Esta linguagem é voltada para o desenvolvimento de aplicações comerciais em geral.

CODASYL: Conference/Committee on Data Systems Languages. Consórcio formado em 1959 por empresas de tecnologia e agências do governo para desenvolver uma linguagem de programação padronizada que funcionasse nos diferentes equipamentos disponíveis no mercado. Esse comitê foi responsável pela padronização da linguagem COBOL (ver definição).

Console: Terminal conectado diretamente ao mainframe e através do qual operadores e administradores do sistema controlam e acompanham o funcionamento do sistema operacional e outros produtos de software.

Coupling Facility: Ver CF.

CP: Control Program. Núcleo do sistema operacional VM que atua como hipervisor na criação e compartilhamento de recursos físicos do equipamento com as máquinas virtuais criadas pelo sistema operacional.

CPC: Central Processor Complex. Termo utilizado por administradores de sistema para fazer referência ao equipamento físico onde ficam instalados os processadores em um mainframe.

CSP: Cross System Product. Linguagem de programação de quarta geração desenvolvida pela IBM. O CSP permitia a construção tanto de programas on-line quanto programas batch. Possuía um ambiente de desenvolvimento próprio, integrado com bancos de dados e outros produtos disponíveis no mainframe. Foi sucedida pelo VisualGen e pelo VisualAge Generator, mas não teve disseminação suficiente para substituir o COBOL em ambiente mainframe.

D

DASD: Direct Access Storage Device. Nome dado pela IBM para as unidades de disco rígido.

Dataset: Nome muitas vezes utilizado para fazer referência aos arquivos criados no ambiente mainframe.

DB2: Database 2. Sistema gerenciador de banco de dados relacional desenvolvido pela IBM originalmente para mainframes. Existem versões desse banco de dados para diferentes plataformas.

DBA: Database Administrator. Profissional responsável pelo monitoramento e manutenção de um SGBD (ver definição).

DD: Data description. Também conhecido como cartão DD. Um comando da linguagem JCL (ver definição) que tem por objetivo associar o nome interno de um arquivo utilizado por um programa ou utilitário, com o nome externo (real) desse arquivo no sistema operacional.

DDM: Data Definition Module. Componente do ADABAS (ver definição) que contém informações sobre um determinado arquivo e seus campos. Programas escritos em NATURAL precisam de pelo menos uma DDM para acessar um arquivo neste banco de dados.

DDNAME: Data Definition Name. Nome formado por até oito caracteres que é utilizado internamente por programas, utilitários e ferramentas para fazer referência a um arquivo. O JCL possui um comando específico (DD) que faz a associação entre o ddname e o dsname (ver definição), que é o nome real do arquivo para o sistema operacional.

DL/I: Data Language Interface. Linguagem usada para acessar o SGBD do IMS (ver definição).

DSNAME: Data Set Name. Nome real de um arquivo, reconhecido pelo sistema operacional. Um dsname é formado por segmentos, separados por pontos (exemplo, D1.CONTABIL.NOTAS). Cada segmento pode ter até oito caracteres. O DSNAME pode ter até 44 caracteres, contando os pontos de separação

E

EBCDIC: Extended Binary Coded Decimal Interchange Code. Padrão de codificação que associa os 8 bits de um caracter a um sinal gráfico (letras, números, símbolos…) ou a um sinal de controle (CR, LF, EOF, EOT etc.). Foi desenvolvido pela IBM para a arquitetura System/360.

EC: Enterprise Class. Uma das categorias do mainframe z/10, lançado pela IBM em 2008, e sugerido para empresas que possuem uma necessidade computacional maior que aquelas que optam pelo modelo de entrada, o z/10 BC (ver definição).

EREP: Environmental Record Editing and Printing. Formato padrão do z/OS para armazenar informações sobre erros de hardware e software detectados no ambiente. Os relatórios do EREP são analisados frequentemente por analistas de suporte, administradores de sistema e pelo próprio fabricante.

ESCON: Enterprise System Connection. Tecnologia desenvolvida pela IBM para ligar um mainframe a seus periféricos. O ESCON é uma conexão serial baseada em fibra ótica e que permite que os equipamentos estejam separados por uma distância de até 43 quilômetros, mantendo uma velocidade de até 17 MBytes por segundo.

ESDS: Entry-Sequenced Data Set. Tipo de arquivo VSAM (ver definição) onde os registros são armazenados de acordo com a ordem de entrada. A inclusão de novos registros é realizada sempre no final do arquivo. Arquivos ESDS só podem ser lidos sequencialmente, do primeiro ao último registro, na ordem em que foram gravados

F

FICON: Fiber Connection. Nome adotado pela IBM para um padrão que foi definido pela American National Standard Institute (ANSI) para conexão entre computadores e seus periféricos. Assim como o ESCON (ver definição), o FICON é baseado em fibra ótica, mas apresenta velocidades maiores e permite que os equipamentos estejam separados por uma distância de até 100 quilômetros. Muitos equipamentos da IBM, como o sistema de armazenamento DS8000, permitem a conexão tanto via FICON quanto via ESCON.

FORTRAN: Formula Translator. Linguagem de programação desenvolvida pela IBM em 1950 para cálculos científicos e aplicações de engenharia.

G

GDG: Generation Data Group. Tipo de data set que permite que sejam salvas sucessivas atualizações (ou gerações) de um mesmo arquivo. Com o GDG é possível acessar versões anteriores de um mesmo arquivo.

H

HDD: Hard Disk Drive. Dispositivo de armazenamento de dados baseado em um ou mais discos magnéticos, onde as informações são acessadas através de uma cabeça móvel para leitura e gravação.

HFS: Hierarchical File System. Sistema de arquivos do tipo byte stream, que permite ao sistema operacional Linux for System/Z acessar arquivos criados no formato padrão adotado pelo Unix.

HLL: High Level Language. Classificação das linguagens de programação que oferecem ao programador uma forte abstração quanto aos detalhes do equipamento e/ou do sistema operacional. COBOL, PL/I, NATURAL e Easytrieve são exemplos de HLL no ambiente mainframe.

HLQ: High Level Qualifier. Primeiro segmento de um DSNAME (ver definição). Normalmente, os administradores do sistema estabelecem regras para utilização do HLQ mantendo um padrão de nomes para data sets que facilitam suas operações do dia a dia

I

IMS: Information Management System. Produto de software desenvolvido pela IBM. Ele é formado por dois componentes principais: IMS/DB, um banco de dados hierárquico, e IMS/TM (também conhecido como IMS/DC), um gerenciador de transações.

Initiator: Address Space criado pelo JES para executar jobsbatch.

IPL: Initial Program Load. Nome que se dá à operação que copia uma imagem do sistema operacional do disco para a memória real e inicia a sua execução; boot do sistema operacional no ambiente mainframe.

ISN: Internal sequence number. Número atribuído pelo ADABAS (ver definição) a cada registro de um de seus arquivos. O ISN é único para o registro dentro do arquivo e pode ser usado na linguagem NATURAL para realizar operações de leitura, atualização e/ou deleção.

ISO: International Organization for Standardization. Organismo internacional com sede na Suíça, formado por 162 associações nacionais de padronização.

ISPF: Interactive System Productivity Facility. Ferramenta que permite a criação de menus e painéis que podem ser usados no TSO (ver definição). O PDF (ver definição) é uma ferramenta desenvolvida pela IBM utilizando o ISPF

J

JCL: Job Control Language. Linguagem interpretada usada em mainframes para execução de programas aplicativos e/ou utilitários em modo batch.

JES: Job Entry System. Subsistema do sistema operacional z/OS responsável pela execução de jobs batch. Todos os jobs são colocados em uma fila única e vão sendo processados pelo JES de acordo com as regras definidas pelos administradores do sistema.

K

KSDS: Key Sequenced Data Set. Tipo de arquivo VSAM (ver definição) onde cada registro possui uma ou mais chaves de acesso. Essas chaves normalmente fazem parte do registro (um campo “número de matrícula” num registro de alunos, por exemplo) e são usadas tanto pelos programas para acessar os registros quanto pelo VSAM para estabelecer a ordem de armazenamento. O VSAM permite a atualização e/ou exclusão de registros a partir do valor das chaves.

L

Legacy System: Nome normalmente utilizado para fazer referência a sistemas aplicativos que estão rodando num mainframe por anos (ou décadas). No Brasil algumas vezes são chamados de “sistemas legados” ou simplesmente “legados”.

LPAR: Logical Partition. “Mainframes virtuais” que são criados no mainframe usando a tecnologia PR/SM (ver definição). Cada LPAR se comporta como um mainframe independente, executando uma instância isolada do sistema operacional. Os recursos físicos de memória, canais de comunicação e dispositivos de armazenamento são compartilhados entre todas as LPARs. Esse recurso permite que um único mainframe execute, ao mesmo tempo, diversas versões de diferentes sistemas operacionais.

LRECL: Logical Record Lenght. Parâmetro que define o tamanho dos registros que serão armazenados num data set. Esse parâmetro deve ser informado sempre que um arquivo é criado no z/OS, seja através do TSO (ver definição) seja através de um job batch escrito em JCL (ver definição).

M

MAXCC: Maximum Condition Code. O maior código de retorno apresentado pelos passos executados num job. Pelo condition code é possível saber se o job foi executado com sucesso (CC=0), se foi executado mas apresentou mensagens de warning (CC=4), se apresentou algum erro aparentemente recuperado (CC=8) ou se terminou de forma anormal com um erro que o sistema não conseguiu recuperar (CC=12).

MIPS: Millions of Instructions Per Second. Unidade de medida de desempenho de processadores, que considera a quantidade de instruções que um processador consegue executar em um segundo. Uma vez que cada arquitetura adota conjuntos de instruções diferentes entre si, essa unidade de medida é muito criticada por não permitir uma comparação entre diferentes arquiteturas.

MVS: Multiple Virtual Storage. Um dos nomes do sistema operacional z/OS, adotado dos anos 1970 aos 1990.

O

OS/390: Um dos nomes do sistema operacional z/OS, adotado dos anos 1990 aos 2000.

P

Parallel Sysplex: Recurso que permite conectar diversos mainframes (físicos ou virtuais), formando uma rede de equipamentos que compartilham recursos entre si através do Coupling Facility, ou CF. O Parallel Sysplex permite o balanceamento automático de carga entre os equipamentos e o espelhamento de discos, aumentando ainda mais a disponibilidade da plataforma mainframe.

PCB: Program Communication Block. Área onde são definidos os segmentos e campos que um programa pretende acessar num banco de dados IMS/DB (ver IMS).

PDF: Program Development Facility. Ferramenta disponível no TSO (ver definição) que permite ao usuário interagir com o z/OS através de menus e painéis.

PDS: Partitioned Data Set. Tipo especial de data set muito utilizado no z/OS para armazenamento de programas fonte, programas executáveis, jobs etc. O data set particionado (também chamado de arquivo particionado) pode ser comparado a uma “pasta” que contém outros arquivos em seu interior.

PL/I: Program Language One. Linguagem de programação desenvolvida pela IBM e que pretendia atender tanto aos sistemas de ambientes comerciais quanto às aplicações da comunidade científica. O PL/I é mais sofisticado do que COBOL e FORTRAN (ver definição), existe em muitas empresas, mas não teve o papel hegemônico que a IBM pretendia com o seu lançamento.

PLOG: Protection Log. Conjunto de data sets mantido pelo ADABAS (ver definição) onde estão armazenadas todas as atualizações realizadas sobre um banco de dados.

PR/SM: Processor Resource/Systems Manager. Conjunto de circuitos e microcódigo que permite a criação de partições lógicas no mainframe, compartilhando memória, canais, controladores e dispositivos de armazenamento num único mainframe. Na prática, com o PR/SM é possível criar de mainframes virtuais dentro de um único equipamento físico.

PSA: Prefix Storage Area. Espaço de memória de 8K utilizado por cada processador do mainframe para executar instruções, atender a pedidos de interrupção do sistema e recuperar erros.

PSB: Program Specification Block. Conjunto de todos os PCBs (ver definição) utilizados por um programa que pretende acessar um banco de dados IMS/DB (ver IMS).

PU: Processor Unit. Nome usado pela IBM para cada processador (chip) utilizado em seus mainframes. Um CPC (ver definição) é formado por diversas PUs. Cada PU assume uma função específica na construção do equipamento: um mainframe possui PUs para execução de instruções do sistema operacional, outros para tratar exclusivamente operações de I/O, outros para execução de sistemas Linux ou Java, e assim por diante.

Q

QBE: Query By Example. Modo de acesso a bancos de dados relacionais através do qual o usuário seleciona comandos, elementos de dados e condições de uma maneira mais intuitiva do que aquele proporcionado pelo SQL (ver definição).

QMF: Query Management Facility. Produto de software desenvolvido pela IBM para acesso interativo a um banco de dados DB2. O QMF permite ao usuário construir, salvar e executar queries, além de criar e salvar layouts de relatórios que podem ser aproveitados em outras queries.

R

RACF: Resource Access Control Facility. Subsistema da IBM que roda no sistema operacional z/OS, e que é responsável pela implementação de segurança, efetuando o controle de acesso dos usuários aos recursos do sistema.

RDF: Record Definition Fields. Informação de controle sobre cada um dos registros armazenados num CI (ver definição) de um arquivo VSAM (ver definição). Existe um RDF para cada registro lógico presente no CI.

RECFM: Record Format. Parâmetro de um data set que define o formato (fixo, variável, fixo blocado…) dos registros que farão parte do arquivo. Esse parâmetro deve ser informado sempre que um arquivo é criado no z/OS, seja através do TSO (ver definição) seja através de um job batch escrito em JCL (ver definição).

Region: Nome usado algumas vezes em substituição ao address space.

RISC: Reduced Instruction Set Computer. Linha de arquitetura de processadores que possui um conjunto simples e pequeno de instruções. Por serem pequenas, essas instruções são executadas mais rapidamente pelos processadores do que aquelas típicas da arquitetura CISC (ver definição). A arquitetura RISC se diferencia também por não precisar de micro-programação: suas instruções são executadas diretamente pelo hardware.

RMODE: Residence Mode. Modo de execução que informa ao sistema operacional qual será o padrão de endereçamento de memória que será usado por determinado programa. Para um programa compilado com RMODE=24 o sistema só carregará seus dados e instruções abaixo da linha de 16 MB. Um programa compilado com RMODE=31 terá seus dados e instruções carregados abaixo da linha de 2 GB. Um programa com RMODE=64 poderá usar toda a capacidade de memória disponível, que na arquitetura de 64 bits está limitada a 16 EB (exabytes). Este recurso é usado pelo sistema operacional para garantir a compatibilidade de sistemas desenvolvidos em qualquer arquitetura anterior.

ROSCOE: Remote OS Conversational Operating Environment. Ambiente on-line para interação com o sistema operacional z/OS, similar ao TSO (ver definição). O Roscoe é comercializado pela Computer Associates.

ROSLIB: Roscoe Library. Arquivo particionado que o ROSCOE (ver definição) disponibiliza para o usuário usar como área de trabalho. O AWS (ver definição) é um dos membros desse particionado.

RPG: Report Program Generator. Linguagem de programação de terceira geração, desenvolvida pela IBM em 1959. Orientada para a geração de relatórios. Atualmente, é bastante utilizada nos computadores da plataforma i/System (anteriormente chamado de AS/400).

RRDS: Relative Record Data Set. Tipo de arquivo VSAM (ver definição) onde os registros ganham um número relativo quando são gravados. O VSAM permite a leitura e a atualização direta dos registros a partir desse número relativo.

S

SMP/E: System Modification Program. Ferramenta para instalação de correções e upgrades do sistema operacional z/OS e demais produtos de software da IBM. O SMP/E garante que qualquer atualização passe por verificações de pré-requisitos e outras dependências e garantam mecanismos de teste e rollback caso alguma coisa dê errado.

SGBD: Sistema gerenciador de banco de dados. Produto de software que tem por objetivo gerenciar o acesso de usuários e programas a dados, esquemas, tabelas, queries, relatórios, catálogos e outros objetos que fazem parte de um banco de dados.

SPOOL: Simultaneous Peripheral Operations On-Line. Um tipo de arquivo especial gerado por alguns produtos de software, como o JES, com informações sobre a execução de determinado job ou programa. É possível compará-lo a um relatório que o usuário consulta na tela para analisar se os processos que ele submeteu foram executados com sucesso.

SPUFI: SQL Processing Using File Input. Utilitário disponível no ISPF (ver definição) e que permite o acesso do usuário a um banco de dados DB2. O SPUFI usa arquivos para entradas e saídas. Normalmente as queries são criadas num data set particionado (cada query é um membro do particionado) e o resultado da execução é gravado num data set simples que depois pode ser consultado pelo usuário.

SQL: Structured Query Language. Linguagem específica para recuperação, tratamento e manutenção de dados em um banco de dados relacional.

SSD: Solid State Drive. Dispositivo de armazenamento de dados baseado em um conjunto de chips (flash memories) que retêm as informações mesmo que o equipamento seja desligado.

SUB: Submit. Comando utilizado no z/OS para submeter um job batch, normalmente escrito em JCL, para execução do JES (ver definição).

SYSPLEX: Systems Complex. Nome que se dá ao conjunto de partições lógicas (LPARs, ver definição) criados num único equipamento físico. Dois ou mais Sysplexes (dois ou mais mainframes com diversas LPARs) podem ser configurados para operarem de forma colaborativa entre si. Nesse caso a configuração recebe o nome de Parallel Sysplex.

T

TCA: Total Cost of Acquisition. Conceito contábil-gerencial através do qual todos os custos de aquisição de bens e serviços são atribuídos a determinado ativo. Na área de TI, o TCA representa quanto uma empresa gastou em hardware, software, infraestrutura e serviços para implementar uma solução.

TCO: Total Cost of Ownership. Conceito contábil-gerencial através do qual os custos de aquisição de um ativo (TCA) são somados aos custos diretos e indiretos para manutenção desse mesmo ativo. Na área de TI, o TCO contabiliza não só o preço de compra de determinado equipamento, software, infraestrutura e serviços iniciais, mas também os custos de licenças, serviços de manutenção, consumo de energia, refrigeração etc.

TSO: Time Sharing Option. Ferramenta que permite ao usuário interagir com o z/OS, seja ele administrador do sistema, operador ou desenvolvedor. Através do TSO os usuários podem logar no z/OS, executar programas e criar, modificar e eliminar data sets.

V

VM: Virtual Machine. Recurso proporcionado por um sistema operacional que simula todos os recursos de um computador real, de forma isolada e protegida. Usado no processo de virtualização, onde um único equipamento físico pode simular a existência de diversos servidores e/ou estações de trabalho.

VSAM: Virtual Storage Access Method. Método de alta performance para acesso a arquivos, muito utilizado por sistemas aplicativos e produtos de software que rodam no sistema operacional z/OS.

VTAMVirtual Telecommunications Access Method. Subsistema desenvolvimento pela IBM para gerenciar o acesso de usuários, aplicações e dispositivos ao ambiente mainframe. O VTAM pode ser configurado para estabelecer comunicação através de protocolo SNA ou TCP/IP.

W

WLM: Workload Management Component. Componente do sistema operacional z/OS responsável por atender às solicitações de recursos, realizadas pelos diversos processos que estão sendo executados sob o sistema operacional.

Z

z/Linux: Sistema operacional Linux disponível para rodar em mainframe. Normalmente o z/Linux é instalado numa das máquinas virtuais criadas pelo sistema operacional z/VM.

z/OS: Sistema operacional mais comum em equipamento mainframe. É uma evolução dos primeiros sistemas operacionais OS/360, criados para equipamentos da família System/360 na década de 1960. Já foi comercializado com diversos nomes, tais como MVS e OS/390, e muitos profissionais ainda se referem a ele pelos nomes antigos.

zSeries: Também chamado de z/System, ou System/Z. Nome utilizado pela IBM para os diversos modelos de mainframes que ela fabrica e comercializa. No passado já foram chamados de System/360, System/370 e System/390.

z/TPF: Sistema operacional que roda em mainframes, conhecido por sua alta capacidade de processamento e baixíssimo tempo de resposta. É normalmente utilizado por empresas aéreas, mas não é tão comum em outras organizações.

z/VM: Sistema operacional que roda em mainframes e permite a criação de máquinas virtuais. Cada máquina virtual criada pelo z/VM pode executar seu próprio sistema operacional. É a solução mais comum para implementar a virtualização em equipamentos mainframe.

z/VSE: Sistema operacional que roda em mainframes, normalmente voltado para processamento de aplicações batch. Não tem a mesma capacidade de processamento do z/OS, mas é mais simples de operar e manter.


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